Mamãe estava ansioa pela vinda do bebé, foram nove meses de espera. O quarto era rosado, o berço tão pequeno que eu nem acreditava que caberia alguém alí. Tudo havia sido cuidadosamente feito e decorado com uma super atenção especial por parte de meus avos, parecia que receberiamos uma celebridade.
Era como presente de natal que a gente espera um mês antes, e torce para poder abrir logo. Mamãe já ensaiava canções de ninar, meu pai escolheu o nome do bebé...Eu queria vê-la logo, talvés para entender o que ela tinha de tão especial, não que eu estivesse com ciumes, mas por curiosidade.
No sabado á tarde eu e meus primos brincavamos enquanto meus avós e tios esperavam papai chegar com mamãe e o bebé. Conversavam animadamente, quando derrepente o carro de papai parou enfrente a nossa casa, lembro de tentar ir até o carro, mas a porta estava coberta de gente, o jeito era ver pela janela.
Papai abriu a porta do carro, ele estava rindo á toa, como quando seu time ganha do meu avó, mamãe radiante trazendo em seus braços o bebê enrolado em uma manta rosa. Andava devagar, papai conversava baixinho fazendo sinal para que ficassemos quietos, para não acordar o bebê, mas todo mundo falava ao mesmo tempo.
Já sentada no sofá, mamãe me chamou para ver minha irmazinha, aproximei, olhei, estava acordada com os olhos bem aberto, parecia me reconhecer, sorriu como a gente só sorri quando olhamos alguém que a gente gosta muito. Toquei em seus dedos, pequenos, cheirava a talco, mamãe abraçou-me enquanto dizia que agora eu tinha alguém para brincar e conversar, que eu era o mais velho e deveria cuidar de minha irmazinha, que eu ia gostar muito dela....