" Tudo bem Helena?"
Não estava nada bem por dentro, olhou-o apressadamente, abaixou os olhos para a garotinha que brincava no chão.
"Tchal querida, mamãe te ama."
" ela vai ficar bem aqui comigo"
" será?" pensou Helena.
Abriu a porta e partiu.
A menina percebeu a ausência da mãe, chamou-a.
" vamos ficar bem querida, o papai vai cuidar de você."
Abraçou-a, não tinha a menor idéia do que fazer, "e se ela chorar querendo a mãe, e se não se acostumar comigo, o que será que ela come?"
Meu deus era como estar em outro mundo, mal a conhecia, apenas a via nos fins de semana, olhou-a. Agora ela andava pelo apartamento, correndo atrás do gatinho, que costumava entrar pelas janelas, ele já até se familarizava com a menina.
"você gosta de bichinho é, meu amor?"
Ela sorriu enquanto segurava o gato.
" papai arruma um pra você amanhã, esse é da vizinha, meu bem."
Logo ouviu a campanhia devia ser a tal vizinha que sempre chegava em casa nessas horas e ficava de porta em porta procurando o tal gato.
" carlos, ele está aqui?procurei por todo canto.quem é a garotinha?"
" essa é carol, minha filha, vem querida devolva o gato."
Carol não quis mas a vizinha logo foi ganhando a confiança da menina.
" você tembém gosta de gato carol, se você quizer pode vim brincar com ele no meu apartamento, a gente pode comer biscoito de leite, você gosta?"
Carol parecia ter gostado queria ir com ela comer o tal biscoito.
" amanhã querida, hoje você vai passear com o papai, vamos comprar alguns brinquedos."
Ele precisava comprar comida, helena deixou uma lista do que ele precisava dar a carol. Era meio assustador ser pai de primeira viagem.
Helena chegou em casa as nove, estava uma bagunça, uma boneca caída no chão, tria feito a coisa certa, tentou dormir, mas a lembraça teimava em aparecer.
Não podia voltar atras, queria, mas era impossivel, nunca pensou que chegaria tão longe.
Pensou em ligar para a mãe mas o que dizer, só conseguiu lembrar do sorriso da pequena.
" será que ela está bem? carlos nunca foi muito bom com criança."
" e se eu ligar para saber se estar tudo bem."
Ligou, carlos demou para atender, parecia calmo demais.
" tudo bem, ela comeu alguma coisa?"
"helena, ela está bem.. a gente estava desenhando..."
"...não se esqueça de coloca-la para dormir antes das 8:00hs, e ela não pode comer doce antes das refeições..."
" volte helena.."
" já tomei a decisão, ela vai ficar bem com você, arrume uma boa babá, mas vê se pegue informações antes..."
" você tem certeza que não quer ficar com ela, eu a amo, ela é nossa menina, mas não sou muito bom com criança, você sabe, ela precisa da mãe."
" carlos ela é sua filha também, fiquei com ela esses cinco anos, e não me arrependo, Deus sabe que a amo, mas preciso investir no meu futuro, por ela. para dar uma vida melhor, essa é minha chance."
" mas ela precisa de nois dois.."
" já tomei minha decisão, vou embarcar amanhã, eu ligo quando chegar lá, não se esqueça de leva-la para ver a minha mãe nos fins de semana, eu a amo, diga sempre a ela."
Desligou o telefone aos prantos, porque as coisas são tão dificeis. primeiro o fim do casamento com carlos, a separação, a descoberta da gravidez, o nascimento de carol, acabando com seus planos de voltar a trabalhar. agora ter que deixa-la, mas já estava cansada de esperar, era jovem, desde o nascimento de carol só tinha tempo para cuidar dela, da casa, e carlos sempre longe, mal visitava a menina, tinha um bom emprego, sempre ocupado, ele havia conseguido realizar seus objetivos enquanto ela tivera que abrir mão dos seus logo apos o casamento...agora era a oportunidade dela, uma chance, sabia que quando as coisas se organizasse no exterior poderia vim buscar a menina....
já estava sem sono, terminou de arrumar as malas, era o melhor a ser feito....
