terça-feira, 14 de maio de 2013

QUANDO VOCÊ CHEGOU

   Mamãe estava ansioa pela vinda do bebé, foram nove meses de espera. O quarto era rosado, o berço tão pequeno que eu nem acreditava que caberia alguém alí. Tudo havia sido cuidadosamente feito e decorado com uma super atenção especial por parte de meus avos, parecia que receberiamos uma celebridade.
   Era como presente de natal que a gente espera um mês antes, e torce para poder abrir logo. Mamãe já ensaiava canções de ninar, meu pai escolheu o nome do bebé...Eu queria vê-la logo, talvés para entender o que ela tinha de tão especial, não que eu estivesse com ciumes, mas por curiosidade.
    No sabado á tarde eu e meus primos brincavamos enquanto meus avós e tios esperavam papai chegar com mamãe e o bebé. Conversavam animadamente, quando derrepente o carro de papai parou enfrente a nossa casa, lembro de tentar ir até o carro, mas a porta estava coberta de gente, o jeito era ver pela janela.
   Papai abriu a porta do carro, ele estava rindo á toa, como quando seu time ganha do meu avó, mamãe radiante trazendo em seus braços o bebê enrolado em uma manta rosa. Andava devagar, papai conversava baixinho fazendo sinal para que ficassemos quietos, para não acordar o bebê, mas todo mundo falava ao mesmo tempo.
    Já sentada no sofá, mamãe me chamou para ver minha irmazinha, aproximei, olhei, estava acordada com os olhos bem aberto, parecia me reconhecer, sorriu como a gente só sorri quando olhamos alguém que a gente gosta muito. Toquei em seus dedos, pequenos, cheirava a talco, mamãe abraçou-me enquanto dizia que agora eu tinha alguém para brincar e conversar, que eu era o mais velho e deveria cuidar de minha irmazinha, que eu ia gostar muito dela....

sábado, 11 de maio de 2013

Pai e filha

O lugar era pequeno mas confortável. Nada faltava, tinha um sofá, uma televisão e algumas almofadas e muitos livros. Claro e arejado, ela ficaria bem. Pensou antes de sair, refletiu se era isso que queria.
" Tudo bem Helena?"
Não estava nada bem por dentro, olhou-o apressadamente, abaixou os olhos para a garotinha que brincava no chão.
"Tchal querida, mamãe te ama."
" ela vai ficar bem aqui comigo"
" será?" pensou Helena.
Abriu a porta e partiu.
A menina percebeu a ausência da mãe, chamou-a.
" vamos ficar bem querida, o papai vai cuidar de você."
Abraçou-a, não tinha a menor idéia do que fazer, "e se ela chorar querendo a mãe, e se não se acostumar comigo, o que será que ela come?"
Meu deus era como estar em outro mundo, mal a conhecia, apenas a via nos fins de semana, olhou-a. Agora ela andava pelo apartamento, correndo atrás do gatinho, que costumava entrar pelas janelas, ele já até se familarizava com a menina.
"você gosta de bichinho é, meu amor?"
Ela sorriu enquanto segurava o gato.
" papai arruma um pra você amanhã, esse é da vizinha, meu bem."
Logo ouviu a campanhia devia ser a tal vizinha que sempre chegava em casa nessas horas e ficava de porta em porta procurando o tal gato.
" carlos, ele está aqui?procurei por todo canto.quem é a garotinha?"
" essa é carol, minha filha, vem querida devolva o gato."
Carol não quis mas a vizinha logo foi ganhando a confiança da menina.
" você tembém gosta de gato carol, se você quizer pode vim brincar com ele no meu apartamento, a gente pode comer biscoito de leite, você gosta?"
Carol parecia ter gostado queria ir com ela comer o tal biscoito.
" amanhã querida, hoje você vai passear com o papai, vamos comprar alguns brinquedos."
Ele precisava comprar comida, helena deixou uma lista do que ele precisava dar a carol. Era meio assustador ser pai de primeira viagem.








Helena chegou em casa as nove, estava uma bagunça, uma boneca caída no chão, tria feito a coisa certa, tentou dormir, mas a lembraça teimava em aparecer.
Não podia voltar atras, queria, mas era impossivel, nunca pensou que chegaria tão longe.
Pensou em ligar para a mãe mas o que dizer, só conseguiu lembrar do sorriso da pequena.
" será que ela está bem? carlos nunca foi muito bom com criança."
" e se eu ligar para saber se estar tudo bem."
Ligou, carlos demou para atender, parecia calmo demais.
" tudo bem, ela comeu alguma coisa?"
"helena, ela está bem.. a gente estava desenhando..."
"...não se esqueça de coloca-la para dormir antes das 8:00hs, e ela não pode comer doce antes das refeições..."
" volte helena.."
" já tomei a decisão, ela vai ficar bem com você, arrume uma boa babá, mas vê se pegue informações antes..."
" você tem certeza que não quer ficar com ela, eu a amo, ela é nossa menina, mas não sou muito bom com criança, você sabe, ela precisa da mãe."
" carlos ela é sua filha também, fiquei com ela esses cinco anos, e não me arrependo, Deus sabe que a amo, mas preciso investir no meu futuro, por ela. para dar uma vida melhor, essa é minha chance."
" mas ela precisa de nois dois.."
" já tomei minha decisão, vou embarcar amanhã, eu ligo quando chegar lá, não se esqueça de leva-la para ver a minha mãe nos fins de semana, eu a amo, diga sempre a ela."
Desligou o telefone aos prantos, porque as coisas são tão dificeis. primeiro o fim do casamento com carlos, a separação, a descoberta da gravidez, o nascimento de carol, acabando com seus planos de voltar a trabalhar. agora ter que deixa-la, mas já estava cansada de esperar, era jovem, desde o nascimento de carol só tinha tempo para cuidar dela, da casa, e carlos sempre longe, mal visitava a menina, tinha um bom emprego, sempre ocupado, ele havia conseguido realizar seus objetivos enquanto ela tivera que abrir mão dos seus logo apos o casamento...agora era a oportunidade dela, uma chance, sabia que quando as coisas se organizasse no exterior poderia vim buscar a menina....
já estava sem sono, terminou de arrumar as malas, era o melhor a ser feito....






Não diga não...

Hoje faz dois mêses e vinte dias que você está longe de mim. Confesso querida que os primeiros dias foram até aceitável, a sensação de liberdade, aquele ar só para mim, cheguei tarde e foi um alívio não ver seus olhos de desconfiança me afogando por algo que eu jamais faria.
Na verdade conservei alguns de seus pertences, talvés com a esperança de que logo você voltasse para casa. Sua toalha ainda está pendurada no banheiro, seus sapatos esquecidos na varanda. Não os tirei de lá, queria que você visse que eu jamasi poderia desfazer de suas lembraças, seu sorriso.
Tentei continuar minha vida, só tentei, sai para jogar com os amigos, assistir todos os jogos que queria pela tv, sem ouvir-la reclamar, mas querida não tinha o mesmo brilho, a mesma paz.
Então eu percebir o que já sabia a muito tempo, o quanto eu te amo, o quanto você faz parte de mim. Querida toda toda casa era um mundo deserto, e escuro sem você, comecei a chegar mais tarde só para não ter que enfrentar aquela casa, fazia hora extra sem cobrar nada, mas mesmo no trabalho você se fazia presente em meus pensamentos, comecei a notar que sua falta não era apenas para mim, até suas rosas parecem pedir-me tua graça, mesmo eu não deixando de molhar-las, suas flores parecem não querer viver, sem você querda até eu não quero viver.
Por favor volte logo. Vamos recomeçar, dê-nos uma chance, atenda meus telefonemas, ao menos deixe-me ama-la.
Não diga não... a vida é tão bela quando se tem alguem para compartilhar, perdoe-me querida, vou aprender a não medir forças, não faço mais hora extra no serviço mesmo amando ser tenente do 10º quartel de polcia, concordo que é perigoso,mas é prazeroso lutar contra a violencia, fazendo o possivel e as vezes o impossivel. Mas se quizer largo tudo, quem sabe volto a dar aulas.
Vamos recomeçar, refazer a nossa vida, pense no que estamos perdendo, volte para mim.
                                                                                           
                                                   seu marido



Saudades querido

Recebir seu e-mail,e confesso é mesmo dificil entender o amor, e estar casada com você apesar das nossas diferenças foi a melhor coisa que me aconteceu.
Erramos querido, eu, você, nois dois. Mas confesso que eu te amo, e esses dias longe de casa, sem você, foi bom para que eu pudesse pensar no que aconteceu com a gente.
No começo pensei ter tomado a decisão certa, afinal as pessoas casam e derrepente descobrem que não era um conto de fada,que as coisas não podem ser sempre como queremos...mas depois me lembrei do começo, de como eramos diferentes e mesmo assim a gente se amava,porque queriamos tanto que desse certo, amar alguém não significa que iremos concordar sempre com esta pessoa, e saber lidar com os problemas que surgirem é o que faz tudo dar certo...
Quero começar de onde paramos,vou tentar aceitar nossas diferenças como uma prova de que nosso amor ultrapassa todas as barreiras.
Desculpe devia ter te ouvido mais, devia ter confiado mais em você...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

 A menina de preto
Helena estava de pé imóvel. era uma garota estranha, tinha seus 17 anos, filha mais nova de pais conservadores, mas vivia radicalmente, gostva de poucas coisas, do violão que costumava tocar, do gato e cachorro que tinha em casa e dos muitos livros que lia sem enjoar.
Costumava ir sempre a sala da direção, devido as faltas cometidas por bater em meninas que a enfrentava, ou pelas aulas que costumava matar.
distraída nem percebera Artur Jr. chegar e sentar na cadeira ao lado, ele era novo na cidade, acabara de se mudar por causa de seu novo emprego, os olhares se cruzaram e se cumprimentaram.
ela percebeu que ele estava de casaco, fazia frio naquela manhã, os cabelos eram pretos escorriam pelo rosto, não nem gordo, nem magro, razoavél, um sorriso encantador, parecia sar de um livro romântico, olhando melhor achou que ele deveria ser um cdf daqueles que sabem tudo, como Helena gostava de dizer " são bonitinhos mas fedem a livros."  acabou rindo enquanto lembrava.
Artur notou a indiferença da jovem, era uma garota alta e magra, vestia um vestido preto e meia calça rasgada da mesma cor, os cabelos vermelhos e curtos, tinha um sei o que de misteriosa.
- Porque está aqui? (perguntou o rapaz)
Helena olhou vagarosamente.
- Estava cabuland aula na quadra de esportes... e você?
Ele sorriu, Helena notou que tinha dentes perfeitos.
- Sou o novo professor de matemática
Ela sorriu odiava a materia e pensou" todo professor de matematica é chato." mas ele parecia ser tão jovem.
A diretora apareceu na porta olhou Helena com reprovação.
- A senhorita de novo, o que fez desta vez.  que aula estava furando.
Helena a encarou sem jeito.
-Matemática senhora.